sábado, 15 de fevereiro de 2014
sábado, 22 de junho de 2013
As minhas escolhas 2012: E chegamos ao #01.
Antes de partirmos para a
revelação daquele que considero ter sido o melhor filme que vi do ano passado,
aproveito para deixar umas pequenas palavras sobre o ano. Por meio de filmes
interessantes, e por entre filmes menos interessantes, tenho para mim que
tirando uns quantos exercícios, 2012 será um ano que facilmente será olvidado.
Olho para outros anos e – em boa parte deles – consigo identificar filmes mais
arrojados, completos e satisfatórios. Basta até olhar para o presente ano... se
fosse a considerar os 3 filmes que já vi deste ano nesta lista, um deles colocar-se-ia
num tão distante primeiro lugar that it’s
not even funny.
Adiante, com um pequeno recap do que por aqui já passou.
E agora, sem mais demoras, o
número um de 2012: The Impossible. Podem
ler aqui o que escrevi sobre ele na
altura que o vi. As ideias mantém-se as mesmas.
"É fortemente emocional, ainda que
tenha a ocasional cena em que a intelectualidade (forçada) venha um pouco mais
à tona. Contudo, estas poucos momentos não põem em causa a experiência que o
filme pretende transmitir, dado que The
Impossible se alimenta, em primeira instância, da agonia, desespero e falta
de rumo das suas personagens, e em segunda instância, dos laços que as unem."
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terça-feira, 11 de junho de 2013
As minhas escolhas 2012 - #02. Zero Dark Thirty (Bigelow)
Aproximamo-nos do número um, e o filme que ocupa a segunda posição desta contagem é o sucessor do multi-premiado The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow: Zero Dark Thirty.
Focando-se na maior e mais
mediática caça ao homem levada a cabo pelos EUA, Zero Dark Thirty deu que falar no ano volvido, levantando questões
sobre o rigor dos eventos que nele são retratados e (re)acendendo discussões
sobre tortura. Debruça-se, também, sobre a fina linha que separa a preseverança
da obsessão, distanciando-se emocionalmente da história que retrata.
A mais que habilidosa mão de Kathryn
Bigelow serve perfeitamente o filme e não permite que o foco da história se
extenda para outros assuntos que não o da captura de Osama Bin Laden. Não é
dada qualquer margem para explorar o background
das suas personagens, apenas para fazer desenrolar os acontecimentos. É uma
realização distante, altamente controlada e eficaz, o que aliada a um argumento
firme, torna possível encontrar em Zero
Dark Thirty momentos de tensão do mais alto nível.
A comandar o ecrã desde a sua
primeira cena está Jessica Chastain, numa interpretação nada menos que
explosiva. Incansável, destemida e corajosa, Maya está determinada a encontrar
Bin Laden e nada a fará parar até que suceda na sua missão. Em Zero Dark thirty, Chastain retrata
todas essas características com uma impressionante força e com um magnetismo
imensurável. A meteórica ascensão de Jessica Chastain em Hollywood está mais
que justificada.
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quinta-feira, 6 de junho de 2013
As minhas escolhas 2012 - #03. Life of Pi (Lee)
Foi um dos grandes vencedores da
passada cerimónia dos Óscares, arrecadando quatro estatuetas, estando a de
Melhor Realizador e a de Melhor fotografia entre elas.
Life of Pi foi para mim uma das grandes surpresas do ano. Não
colocando em causa a tamanha habilidade dos artesões que estiveram por detrás
de toda a produção, mas a sinopse do filme, e até mesmo o trailer (que apesar
de encher o olho), não tinham captado de forma alguma o meu interesse. “Um
rapaz e um tigre num barco durante duas horas? Yeah... I’m gonna go ahead and watch something else”. O passa-a-palavra do
filme foi, no entanto, constantemente bom. Lá dei o braço a torcer e vi o
filme.
Um início descontraído e bem-humorado
(Piscine Molitor, ri-me), Life of Pi,
debruça-se sobre o laço que Pi (do anteriormente mencionado Piscine) estabelece
com um Tigre – chamado Richard Parker! How
awesome is that? –, num bote salva-vidas, após um naufrágio. E é uma
relação que se extende para mais do que a mera questão da sobrevivência. Com
uma abordagem narrativa muito ligada à espiritualidade, Ang Lee leva o livro de
Yann Martel ao grande écrã com uma enorme destreza artística.
Por entre algumas das mais
espectaculares imagens que 2012 teve para oferecer, em Life of Pi existe uma história que é contada com um enorme tacto
(ainda que recaia no velho âmbito do “triunfo sobre a adversidade” ... hm.
Creio que é um tema que será recorrente aqui nesta lista) e um uso soberbo do
CGI, que deverá constituir uma referência no estado da arte das técnicas de
animação atuais. No final de contas, é um exercício singular, elegante e
imensuravelmente belo.
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domingo, 2 de junho de 2013
As minhas escolhas 2012 - #04. Holy Motors (Carax)
O número quatro desta contagem já
não é nenhum estranho a este blog.
Depois de revisitado, creio que
será um filme que irá ter uma evolução semelhante à que tive com filmes como Mulholland Drive ou Lost in Translation: Filmes que numa
primeira instância não me disseram muito e que valeram pela experiência de os
ter visto, mas à medida que os vou revisitanto, são filmes cujos pequenos detalhes tornam-nos amplamente fascinantes. É o caso de Holy
Motors.
Vejam aqui o que escrevi sobre ele quando o vi pela primeira vez.
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