sábado, 7 de fevereiro de 2015

Road to the Oscars 2015

Late to the party... but better late than never, am I right?

Nos últimos tempos consegui pôr em dia a visualização de alguns filmes de 2014 que estão na fulgrante corrida para os mais cobiçados prémios da indústria cinematográfica. Por entre algumas agradáveis surpresas e algumas (ligeiras) desilusões, deixo aqui as minhas reacções às principais categorias / candidatos.

A nomeação de American Sniper denota claramente o sentimento patriótico nutrido pelos membros da academia. Excluindo esse facto, e sendo Sniper um exercício bastante trapalhão, sem qualquer fluídez narrativa, não consigo conceber os motivos que estiveram por detrás das suas restantes nomeações. Um total de seis nomeações? Really?

The Theory of Everything e The Imitation Game assumem o estatuto dos filmes biográficos, com o prestígio britânico, que a Academia tende a favorecer. Não obstante, foram duas das melhores surpresas do lote de candidatos à estatueta de melhor filme: The Theory of Everything prima pelo seu pequeno charme, pela sua genuidade, e pelas impecáveis prestações de Eddie Redmayne e Felicity Jones nos papéis principais. The Imitation Game também é ancorado pelo magnetismo que Benedict Cumberbatch teve em comandar cada momento em que estava no ecrã, e pela envolvente história que não explora apenas o papel decisivo que Alan Turing teve durante a Segunda Guerra Mundial, mas também os traços mais íntimos que caracterizam a sua personalidade. Em cima disto, ainda temos um Alexandre Desplat em grande forma, a provar mais uma vez que é incapaz de produzir bandas sonoras de pouca qualidade.

Estava bastante expectante para ver com o que Iñárritu nos iria brindar com o seu Birdman. É um filme original, com uma fotografia impecável (avé Lubezki). Para confirmar o ponto de que 2014 foi um tremendo ano para actores, em Birdman encontramos, possivelmente, um dos elencos mais completos do ano: Michael Keaton renasce, Edward Norton está explosivo, Emma Stone, Naomi Watts e Zach Galifianakis estão também mais que competentes nas suas respetivas partes.

Quanto à épica história coming-of-age, realizada durante 12 anos, Boyhood é um filme bem construído mas que no seu final fica a “saber a pouco”. Excluindo a mais que interessante evolução das personagens ao longo de 12 anos, pouco há de destacar de substancial no filme. Whiplash é um filme que se desenvolve num ritmo frenético, tem estilo, um sólido argumento e um desempenho impressionante de J.K. Simmons. Tem um dos melhores finais do ano, mas foi também um filme em que as minhas expectativas não foram totalmente cumpridas (note to self: manter as expectativas baixas para todos os filmes, daqui em diante).

Resta-me falar daquele que é o meu preferido do lote dos 8 filmes candidatos ao Oscar de melhor filme (excluo o Selma, por ainda o não ter visto): The Grand Budapest Hotel. Espero que leve o prémio para casa (mais wishful thinking do que outra coisa qualquer). Tem um argumento delicioso, uma fotografia e banda-sonora vibrantes, o melhor elenco do ano (a nomeação de Bradley Cooper para melhor actor é ainda mais injusta considerando que Fiennes ficou de fora), e todo um conjunto de valores de produção que definem o filme de Wes Anderson como um dos obrigatórios de se verem este ano. Encheu-me todas as medidas, é um dos meus filmes «preferidos» mais recentes e será um daqueles filmes que não terei qualquer dificuldade em revisitar frequentemente nos tempos próximos.


Comentários adicionais: o Lego Movie deveria ter sido incluído na pequena lista de candidatos a filme de animação do ano (iria mais longe até em propôr o filme para melhor filme do ano). Adicionalmente, na altura em que as nomeações foram tornadas públicas, fiquei desiludido pela ausência de Gone Girl em várias categorias (ausente de Argumento Adaptado? Shame on you, Academy!). Gostava de ter visto também o Force Majeure na categoria de Filme Estrangeiro – mas não irei levantar muitas ondas aqui, por enquanto, por ainda não ter visto nenhum dos candidatos desta categoria.

Quanto a prognósticos? Creio que serão os seguintes (à frente e entre parêntesis, seguem as minhas escolhas de entre o rol de nomeados).
# Melhor Filme Birdman (The Grand Budapest Hotel)
# Melhor Realizador – Richard Linklater; Boyhood (Wes Anderson; The Grand Budapest Hotel)
# Melhor ActorEstou muito indeciso entre Michael Keaton; Birdman e Eddie Redmayne; The Theory of Everything. (Benedict Cumberbatch; The Imitation Game)
# Melhor ActrizJulianne Moore; Still Alice (Rosamund Pike; Gone Girl)
# Melhor Actor Secundário – J.K. Simmons; Whiplash (J.K. Simmons; Whiplash ou Edward Norton; Birdman)
# Melhor Actriz SecundáriaPatricia Arquette; Boyhood (Emma Stone; Birdman)
# Melhor Argumento Original - Boyhood (The Grand Budapest Hotel)
# Melhor Argumento AdaptadoWhiplash (The Imitation Game)
# Melhor Filme Animado – How To Train Your Dragon 2 (How To Train Your Dragon 2)
# Melhor Filme Estrangeiro Ida (n.a.)
# Melhor FotografiaBirdman (The Grand Budapest Hotel)
# Melhor Montagem – Boyhood (The Grand Budapest Hotel)

No próximo dia 22 de fevereiro de 2015 será a cerimónia de entrega dos prémios. Por todo o mundo estarão olhos colados no evento para celebrar (ou não) as vitórias que ocorrerão nas mais diversas categorias. Até lá conto ver mais alguns dos candidatos (Inherent Vice, Big Hero Six e Foxcatcher avizinham-se, entre outros), pelo que as minhas opiniões aqui reflectidas poderão sofrer algumas alterações.

domingo, 11 de janeiro de 2015

My Watchlist #2

Para os próximos tempos conto debruçar-me sobre os seguintes títulos, por entre cinema e televisão. Poderão meter-se outros títulos ao barulho durante os tempos que por aí chegarão, mas pretendo dar uma espreitadela nestes assim que o tempo me permitir:

domingo, 28 de dezembro de 2014

2014: uma (mini) retrospectiva.

Com o término de 2014 a aproximar-se, surge a altura de se fazer uma retrospectiva sobre o que de melhor (e o que de pior) se fez ao longo do ano. Já se vêem por aí diversas listas que elencam as mais diversas preferências relativas àquilo com que o mais recente ano nos brindou.

Normalmente costumo elaborar as minhas um pouco mais tarde (lá para Março/Abril). Prefiro ter um pouco mais de tempo para ver filmes que – a esta altura – ainda não tive oportunidade de ver, e prefiro também deixar que determinadas ideias assentem e ganhem algum tipo de consistência. Contudo, não queria deixar de aproveitar este final de ano para i) listar os 3 filmes de 2014 que mais me encheram as medidas até à data; ii) inserir conteúdo novo este ano (e bem que este pequeno espaço precisa).

Por isso, e tendo em conta que esta ordenação é meramente indicativa e que poderá (seguramente) ser alvo de várias alterações nos próximos tempo, deixo-vos o meu Top 3 de 2014:
Boas Festas

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Jurassic World

A sneak peek to the park that shall open in June ’15:


Creio já ter referido por estes lados o quão fã eu sou do primeiro capítulo desta saga jurássica. Já perdi a conta à quantidade de vezes que vi o Jurassic Park (as suas sequelas... nem tanto). O filme marcou a minha infância, levando o meu imaginário para aquela ilha onde os gigantes seres do Cretáceo eram reis. Vi e revi a fantástica criação de Steven Spielberg. E voltarei a vê-la e a revê-la durante muito mais tempo, pelo menos até ao momento em que deixar de me sentir arrepiado pelo momento em que vemos o imponente T-Rex pela primeira vez (ainda não aconteceu).

No próximo ano, o parque volta a abrir as suas portas. Eu? Eu estarei lá no primeiro dia.
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