sábado, 19 de Abril de 2014

Performances I Fucking Love #02: Daniel Day-Lewis in Gangs of New York

Já não é nenhuma novidade quando se diz que Daniel Day-Lewis é um dos maiores actores que alguma vez já passou pelo grande écran. A sua total entrega aos papéis que interpreta, bem como a sua dedicação à sétima arte, tornam Day-Lewis num actor lendário. Hoje, falo-vos da sua interpretação que mais me enche as medidas: Bill, the Butcher.

Num ranking de grandes vilões do cinema, não teria muitas dificuldades em colocar este Bill perto do topo da lista. Não tenho qualquer dificuldade também em afirmar que é uma das três melhores prestações da década passada (... juntemos também a década que está em curso). Essencialmente, Gangs of New York é o veículo de Day-Lewis e ele comanda cada minuto do filme com a sua presença magnética (consequentemente, coloca bem na sombra um respeitável elenco). Electrizante, feroz e audaz são alguns dos adjectivos que utilizaria para descrever Day-Lewis na sua segunda colaboração com Martin Scorsese.

Entregando-se de corpo e alma à sua personagem, Bill the Butcher resulta num desempenho que originou uma das mais memoráveis e tremendas prestações que já tive a felicidade de assistir. Bravo.


BILL I'm forty-seven. Forty-seven years old. You know how I stayed alive this long? All these years? Fear. The spectacle of fearsome acts. Somebody steals from me, I cut off his hands. He offends me, I cut out his tongue. He rises against me, I cut off his head, stick it on a pike, raise it high up so all on the streets can see. That's what preserves the order of things. Fear.

segunda-feira, 31 de Março de 2014

100(k).

Sendo a primeira pessoa a admitir que não tenho uma atividade particularmente regular em matéria relacionada com este blog (my bad), foi com muita surpresa que reparei que há coisa de uns dias (ou melhor... semanas) atrás o Delusion Over Addiction passou a marca das 100 mil visualizações. Yay! No entanto, não percebo é o porquê especial deste post ser o responsável por sensivelmente 22% das mesmas surgindo destacadamente como o mais visto.

Aproveito este post para realçar duas pequenas (grandes) surpresas que vi nos últimos tempos. A primeira, Filth (2013, Baird). Politicamente incorrecto, o filme britânico conta com um ritmo frenético, um James McAvoy em grande forma, e com alguns dos momentos mais alucinantes que o ano passado teve para nos oferecer. Filth é um estrondo.

A segunda surpresa foi o Frances Ha (2013, Baumbach). A sua fotografia a preto e branco assenta o filme que nem uma luva, permitindo que um nostálgico sentimento paire enquanto o filme se desenrola sobre a vida de Frances (óptima interpretação de Gerwig). Frances é um espírito livre que persegue os seus sonhos apesar de enfrentar dissabores que poderiam facilmente moldar, não só a sua personalidade, mas também o seu rumo. Frances Ha é um pequeno charme de filme.

terça-feira, 18 de Março de 2014

Looking Forward To - Sin City: A Dame To Kill For


2014 será um bom ano. Nem que Sin City: A Dame to Kill For seja o único filme que veja no cinema até ao final de Dezembro. Já espero por isto desde que saí da sala de cinema em Junho de 2005 depois de ter visto o primeiro. Por enquanto? Fica o trailer. Já era hora!

sábado, 8 de Março de 2014

Blue Jasmine (2013, Allen)


Creio já ter mencionado por estas bandas que não sou propriamente o maior fã de Woody Allen. Quando Blue Jasmine estreou, foram muitos aqueles que elevaram a mais recente obra do lendário realizador ao mesmo patamar de outros dos seus mais-que-consagrados trabalhos. Gosto apenas de um ou outro filme de Allen (Match Point e Vicky Christina Barcelona vêm à cabeça de repente... assim como o Crimes and Misdemeanors. Não poderei dizer a mesma coisa sobre outros vários). Posso, no entanto, juntar Blue Jasmine ao reduzido leque de filmes que gosto do realizador. O que é bom.

Repetindo o que já se disse, este é o show da Cate Blanchett. Incapaz de fazer uma má interpretação, a Jasmine que retratou figurará seguramente como um dos mais sólidos desempenhos do seu impecável curriculum. Jasmine é uma personagem detestável, acomodada àquilo que de melhor o dinheiro consegue comprar. Está imersa no seu artificial e elitista círculo social e isso representa o melhor que a vida tem para oferecer. Tudo o que estiver abaixo disso não é digno de ser agraciado por Jasmine. Até que a sua vida dá uma tremenda reviravolta. Uma radical mudança que pouco serve para (re)ajustar a perspetiva que tem sobre a vida. É aqui que se destaca o exímio trabalho de Blanchett. A detestabilidade de Jasmine mantém-se, sim, mas Blanchett consegue incutir-lhe empatia e uma dimensão humana que passa para além do papel. Bravo.

Acho que daquilo que já vi de Allen, este filme é o que assume o tom mais sombrio. Blue Jasmine divide-se entre o presente e o passado, por flashbacks que são despoletados de forma circunstancial. É o passado que mais real parece. Representa os momentos que (ainda) pautam a vida de Jasmine e o que lhe é real. A sua nova dimensão é apenas um pesadelo do qual tem que acordar o mais rapidamente possível. Surge uma oportunidade de voltar a reviver a realidade que é sinónima de Jasmine mas depressa tudo colapsa novamente. E depressa também se esvai toda a sua personalidade...


Lá terei que dar mais umas chances ao Allen.
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