sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Might very well be the greatest movie of 2010:




RUBBER [2010] - Um filme sobre um pneu assassino! Deve ser épico - no verdadeiro sentido da palavra! Tenho de ver isto! Ahahah
RUBBER [2010] - A movie about a psycho tire! It should be epic - in the true sense of the word! I must watch this! Ahahah

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Golden Globes Winners!


E a noite de ontem foi a noite dos Globos de Ouro. A HFPA fez as suas escolhas e parecem estar em consonância com o que se tem assistido ao longo do circuito dos prémios este ano. Antes mesmo das nomeações para os Óscares serem anunciadas, parece que já temos 6 dos grandes vencedores definidos.

The Golden Globes were handed last night, and HFPA's choices are in tune with what has been seen throughout this year's awards circuit. Even though the Oscar nominations haven't been announced yet, I believe we already have 6 of the big winners locked up.

Melhor Filme - Drama: The Social Network *
Melhor Filme - Comédia: The Kids Are All Right
Melhor Realizador: David Fincher - The Social Network *
Melhor Actor - Drama: Colin Firth - The King's Speech *
Melhor Actriz - Drama: Natalie Portman - Black Swan *
Melhor Actor - Comédia: Paul Giamatti - Barney's Vision
Melhor Actriz - Comédia: Annette Bening - The Kids Are All Right
Melhor Actor Secundário: Christian Bale - The Fighter *
Melhor Actriz Secundária: Melissa Leo - The Fighter *

(* - significa a minha aposta para o Óscar)
(* - denotes my bet for the Oscars)

A obra sobre a criação/controvérsia/fenómeno do Facebook de David Fincher continua a limpar tudo o que é cerimónias, mantendo o seu estatuto de juggernaut, e está mais que certo que na noite dos Óscares levará para casa tanto a estatueta de Melhor Filme como a de Melhor Realizador (e também a de Melhor Argumento Adaptado). 
David Fincher's lauded work about the creation/controversy/phenomenon of Facebook is still sweeping the awards season, keeping up its juggernaut status. The Social Network getting the statues for Best Picture, Director (and Adapted Screenplay, as well) is more than set in stone, by now.

Nas categorias de interpretações também não houve grandes surpresas. A consistência manteve-se, mais uma vez, e Firth, Portman, Bale e Leo juntam mais um prémio este ano pelas suas aclamadas interpretações. A Annette Bening surge como a principal concorrente de Natalie Portman, num longínquo e distante segundo lugar. A menção para Paul Giamatti será o seu prémio de consolação este ano.
In the acting departments, there wasn't any room for surprises either. Firth, Portman, Bale and Leo keep adding up awards to their mantles for their acclaimed performances. Annette Bening comes up as Natalie Portman's biggest threat, but her buzz isn't even strong enough to make her a potential menace, so it's actually Portman's to loose. Paul Giamatti's mention will be his "Good for you!" award of the year.

Creio que o cenário que aqui se vê, repetir-se-á num vasto número de cerimónias que estejam para acontecer. Devo dizer que ainda só vi o The Social Network e o The Kids Are All Right dos filmes aqui listados, e enquanto acho o primeiro um filme bastante bom, o segundo já não me diz absolutamente nada - pelo que espero que não leve mais nada para casa daqui em diante. Can't wait to see the others, though.
I believe the scenario portrayed here, will repeat itself in the vast array of shows that are bound to come. I must say that I only saw The Social Network and The Kids Are All Right of the mentioned movies, and while I think the former is a pretty good movie, the latter doesn't mean a single thing to me - I do hope that it doesn't take anything else home from now onwards. Can't wait to see the others, though.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Looking Back At 2002.

#10
Phone Booth
Dir. Joel Schumacher

#9
The Hours
Dir. Stephen Daldry

#8
Road to Perdition
Dir. Sam Mendes

#7
Ying Xiong [Hero]
Dir. Yimou Zhang

#6
28 Days Later...
Dir. Danny Boyle

#5
Chicago
Dir.Rob Marshall

#4
Gangs of New York
Dir. Martin Scorsese

#3
About a Boy
Dirs. Cris and Paul Weitz

#2
The Pianist
Dir.Roman Polanski

#1
The Bourne Identity
Dir. Doug Liman

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

E o #1 é... Taxi Driver (1976, Scorsese)


“São dois pequenos minutos, belíssimos e hipnóticos. Uma cortina de fumo alaranjada camufla a noctura divagação nova-iorquina, sob um som pesado e autoritário, até estarmos olhos nos olhos com um apático Travis Bickle. Escorrer uma suave música jazzy e nightclubish, que começa por se fazer acompanhar por um vidro molhado, e já nos sentimos a andar num veículo melancólico, a uma velocidade simplesmente necessária, deambulante. Já o ambiente soturno está criado quando conseguimos, finalmente, ver a paisagem que discorre para lá dos vidros do táxi, que circula pelas eternas estradas da cidade que nunca dorme - lá fora, tudo é pastoso, sonolento e misterioso, pela beleza das imensas luzes e cores que se escondem no negro da madrugada. E é isto o filme. Uma desgraçada, deprimida e psicoticamente reprimida caminhada pela procura de uma identidade pessoal.”

DiogoF.

Eis que chegamos ao meu filme preferido. Taxi Driver, a obra-prima de um dos grandes cineastas de todos os tempos. Agradeço ao Diogo pela permissão que me deu para utilizar as suas palavras para o texto introdutório. Creio que captam perfeitamente o tom do próprio filme, e eu não conseguiria arranjar melhores palavras para descrever aquela que é uma das minhas cenas preferidas.


God’s lonely man.

Nova Iorque pelos olhos de Martin Scorsese. Uma cidade que tão bem conhece. Scorsese expõe, aqui, a decadência urbana que assola as ruas da Grande Maçã. Someday a real rain will come and wash all this scum off the streets. Enojado pelo moralismo contaminado ao qual é obrigado a assistir todas as noites, enquanto conduz o seu taxi pelas feias ruas de Nova Iorque, Travis Bickle (Robert De Niro) anseia por uma mudança radical no ambiente que o rodeia. Deposita alguma fé no candidato a mayor Charles Palantine, chegando-lhe a transmitir o seu parecer sobre a cidade numa das suas viagens. Travis Bickle. God’s lonely man. É o encontro com uma jovem prostituta (Jodie Foster) que em última instância o faz aperceber o que efectivamente tem de fazer.


My life has taken another turn again. The days can go on with regularity over and over, one day indistinguishable from the next. A long continuous chain. Then suddenly, there is a change.

A mestria de Martin Scorsese é simplesmente impecável. Injectando um profundo nível de detalhe, conhecendo intrinsecamente a solidão e a alienação que Travis sente, Scorsese obtém aqui um verdadeiro diamante. O poderoso argumento assinado por Paul Schrader é subtilmente explosivo. Todo o processo de transformação de Travis Bickle é esculturalmente delineado, tornando Taxi Driver numa verdadeira viagem às profundezas da instabilidade mental humana.

O lendário compositor Bernard Herrmann deu-nos, também, uma banda sonora magnifíca. A suavidade da mesma é um excelente contra-ponto à brutalidade do ambiente no qual Travis se submerge.


Jodie Foster, com apenas 12 anos, demonstra desde cedo o enorme talento nela imbuído. Apesar de estar a interpretar o papel de uma prostituta, a sua naturalidade diante as cameras é impressionante. Mas a verdadeira estrela do filme é o senhor De Niro. Icónico, lendário, magistral, tremendo, fenomenal. Não chegam todos os adjectivos laudatórios do mundo para descrever a verdadeira encarnação de Travis por parte de Robert De Niro. Cada cena é interpretada com tamanho realismo, enorme técnica, com um enorme conhecimento daquilo que a personagem tem de sentir e pensar. O papel assenta De Niro que nem uma luva, e dificilmente conseguiria imaginar outro actor no papel do taxista mais icónico da história do cinema.


Brilhante.
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