Uma das (muitas) razões pela qual Liv Ullmann é a dádiva de Deus ao grande ecrã.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
2013 Revisited.
Em boa hora retoma-se a actividade do blog e, para tal, nada melhor que dar uma rápida vista de olhos por aquilo que 2013 (me) trouxe de melhor e de pior, cinematograficamente (?) falando.
Before Midnight é, ainda, o filme do ano. É o culminar de uma das mais impecáveis trilogias do cinema. O argumento mantém-se astuto, mordaz e relevante tal como o trio Linklater, Hawke e Delpy já nos tinha tão bem habituado com os filmes predecessores. Este terceiro capítulo afigura-se como sendo o mais denso e disruptivo da saga, contrastando bem com o pano de fundo que é a idílica Grécia. A sua crua natureza revela o desgaste que o passar do tempo provocou na relação que vimos nascer entre Jesse e Céline, quando se conheceram num comboio com destino a Viena, e que reacendeu quando se reencontraram em Paris 9 anos antes. Faz lembrar – naturalmente – Sunrise e Sunset e vemos a forma de como as personagens foram magistralmente desenvolvidas ao longo de 18 anos. A trilogia é um tremendo exercício de escrita e de interpretação, no qual Before Midnight é a cereja em cima do bolo.
Rapidamente, outros filmes que me encheram as medidas foram Her e Gravity. O primeiro por talvez ser o trabalho mais detalhadamente original dos últimos anos, e o segundo pelo portento que é no campo da realização.
12 Years a Slave, apesar de bem construído, deixa a sensação que lhe falta algo. Dallas Buyers Club e Captain Philips revelaram ser agradáveis surpresas. The Wolf of Wall Street faz pensar para onde voaram 3 horas de filme (óptimo trabalho de Thelma Schoonmaker, para variar) e é bem capaz de representar o mais autêntico entretenimento do ano.
A desilusão do ano veio com o American Hustle (e não tão distante teríamos o Only God Forgives do Refn). Não creio que traga absolutamente nada de novo num género que necessita urgentemente de alguma frescura. Um elenco sólido e uma banda sonora cool não o tornam num autêntico desperdício de tempo, mas ainda assim. Não há muito mais por onde se pegar.
O pior filme? Oblivion. Yeah... no.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
sábado, 22 de junho de 2013
As minhas escolhas 2012: E chegamos ao #01.
Antes de partirmos para a
revelação daquele que considero ter sido o melhor filme que vi do ano passado,
aproveito para deixar umas pequenas palavras sobre o ano. Por meio de filmes
interessantes, e por entre filmes menos interessantes, tenho para mim que
tirando uns quantos exercícios, 2012 será um ano que facilmente será olvidado.
Olho para outros anos e – em boa parte deles – consigo identificar filmes mais
arrojados, completos e satisfatórios. Basta até olhar para o presente ano... se
fosse a considerar os 3 filmes que já vi deste ano nesta lista, um deles colocar-se-ia
num tão distante primeiro lugar that it’s
not even funny.
Adiante, com um pequeno recap do que por aqui já passou.
E agora, sem mais demoras, o
número um de 2012: The Impossible. Podem
ler aqui o que escrevi sobre ele na
altura que o vi. As ideias mantém-se as mesmas.
"É fortemente emocional, ainda que
tenha a ocasional cena em que a intelectualidade (forçada) venha um pouco mais
à tona. Contudo, estas poucos momentos não põem em causa a experiência que o
filme pretende transmitir, dado que The
Impossible se alimenta, em primeira instância, da agonia, desespero e falta
de rumo das suas personagens, e em segunda instância, dos laços que as unem."
terça-feira, 11 de junho de 2013
As minhas escolhas 2012 - #02. Zero Dark Thirty (Bigelow)
Aproximamo-nos do número um, e o filme que ocupa a segunda posição desta contagem é o sucessor do multi-premiado The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow: Zero Dark Thirty.
Focando-se na maior e mais
mediática caça ao homem levada a cabo pelos EUA, Zero Dark Thirty deu que falar no ano volvido, levantando questões
sobre o rigor dos eventos que nele são retratados e (re)acendendo discussões
sobre tortura. Debruça-se, também, sobre a fina linha que separa a preseverança
da obsessão, distanciando-se emocionalmente da história que retrata.
A mais que habilidosa mão de Kathryn
Bigelow serve perfeitamente o filme e não permite que o foco da história se
extenda para outros assuntos que não o da captura de Osama Bin Laden. Não é
dada qualquer margem para explorar o background
das suas personagens, apenas para fazer desenrolar os acontecimentos. É uma
realização distante, altamente controlada e eficaz, o que aliada a um argumento
firme, torna possível encontrar em Zero
Dark Thirty momentos de tensão do mais alto nível.
A comandar o ecrã desde a sua
primeira cena está Jessica Chastain, numa interpretação nada menos que
explosiva. Incansável, destemida e corajosa, Maya está determinada a encontrar
Bin Laden e nada a fará parar até que suceda na sua missão. Em Zero Dark thirty, Chastain retrata
todas essas características com uma impressionante força e com um magnetismo
imensurável. A meteórica ascensão de Jessica Chastain em Hollywood está mais
que justificada.
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