quinta-feira, 6 de junho de 2013

As minhas escolhas 2012 - #03. Life of Pi (Lee)


Foi um dos grandes vencedores da passada cerimónia dos Óscares, arrecadando quatro estatuetas, estando a de Melhor Realizador e a de Melhor fotografia entre elas.

Life of Pi foi para mim uma das grandes surpresas do ano. Não colocando em causa a tamanha habilidade dos artesões que estiveram por detrás de toda a produção, mas a sinopse do filme, e até mesmo o trailer (que apesar de encher o olho), não tinham captado de forma alguma o meu interesse. “Um rapaz e um tigre num barco durante duas horas? Yeah... I’m gonna go ahead and watch something else”. O passa-a-palavra do filme foi, no entanto, constantemente bom. Lá dei o braço a torcer e vi o filme.

Um início descontraído e bem-humorado (Piscine Molitor, ri-me), Life of Pi, debruça-se sobre o laço que Pi (do anteriormente mencionado Piscine) estabelece com um Tigre – chamado Richard Parker! How awesome is that? –, num bote salva-vidas, após um naufrágio. E é uma relação que se extende para mais do que a mera questão da sobrevivência. Com uma abordagem narrativa muito ligada à espiritualidade, Ang Lee leva o livro de Yann Martel ao grande écrã com uma enorme destreza artística.

Por entre algumas das mais espectaculares imagens que 2012 teve para oferecer, em Life of Pi existe uma história que é contada com um enorme tacto (ainda que recaia no velho âmbito do “triunfo sobre a adversidade” ... hm. Creio que é um tema que será recorrente aqui nesta lista) e um uso soberbo do CGI, que deverá constituir uma referência no estado da arte das técnicas de animação atuais. No final de contas, é um exercício singular, elegante e imensuravelmente belo.

domingo, 2 de junho de 2013

As minhas escolhas 2012 - #04. Holy Motors (Carax)


O número quatro desta contagem já não é nenhum estranho a este blog.

Depois de revisitado, creio que será um filme que irá ter uma evolução semelhante à que tive com filmes como Mulholland Drive ou Lost in Translation: Filmes que numa primeira instância não me disseram muito e que valeram pela experiência de os ter visto, mas à medida que os vou revisitanto, são filmes cujos pequenos detalhes tornam-nos amplamente fascinantes. É o caso de Holy Motors.

Vejam aqui o que escrevi sobre ele quando o vi pela primeira vez.

terça-feira, 28 de maio de 2013

As minhas escolhas 2012 - #05. Seven Psychopaths (McDonagh)


As expectativas que tinha para o sucessor de In Bruges (a seu jeito, é um filme refrescante e peculiar) eram algo elevadas, e apesar de não terem sido exactamente cumpridas, Seven Psychopaths mantém a irreverência que McDonagh havia demonstrado no seu primeiro filme e marca, assim, a primeira entrada do meu Top 5 de 2012. 

Com nomes como Colin Farrell, Sam Rockwell (standout), Christopher Walken e Woody Harrelson a comporem o elenco, Seven Psychopaths não se inibe e ostenta orgulhosamente a loucura da estória que retrata. É, também, (inesperadamente) violento. O argumento recorre a um humor negro que bem poderia ter a assinatura de Quentin Tarantino. Agora que penso nisto, creio que ainda posso dizer que faz lembrar (ainda que em menor escala) algo que os irmãos Coen pudessem ter vindo a abraçar. 

À semelhança de Rust and Bone, o filme dos sete psicopatas tem vindo a ganhar peso na consideração que tenho por ele. Tem, sem grandes dificuldades, uma das minhas cenas preferidas do ano passado: A encenação do final alternativo proposto por Sam Rockwell para o filme que o Colin Farrell tem dificuldade em escrever. Palavras não descrevem o quão awesome essa cena é. 

Continuo muito curioso para ver o que é que Martin McDonagh irá trazer no futuro.

terça-feira, 14 de maio de 2013

As minhas escolhas 2012 - #06. De Rouille et d'Os [Rust and Bone] (Audiard)



A um pequeno passo do Top 5, coloco o De Rouille et d'Os. É um filme pelo qual a minha apreciação vai aumentando à medida que mais penso nele e que o tempo vai passando. Talvez isso se deva às cruas e fortes interpretações de Matthias Schoenaerts e de Marion Cotillard. Talvez isso aconteça pela densa e pesada carga emocional que o argumento porta. Ou talvez pelo facto de a subtil banda sonora não exagerar em nada os momentos dramáticos, dando-lhes apenas o toque necessário para que se torne memorável. Poderá ser ainda por causa da fotografia sublime e da sólida realização. Que esta apreciação se mantenha e que continue a aumentar.

domingo, 28 de abril de 2013

As minhas escolhas 2012 - #07. Django Unchained (Tarantino)


Quentin Tarantino mergulha na América sulista e debruça-se sobre o tópico da escravidão. Os filmes assinados por Tarantino são sempre eventos amplamente aguardados, e desta vez, o realizador brindou-nos, novamente, com o que já nos tem vindo a habituar: um argumento excepcional e memoráveis personagens.

As suas quase 3 horas de duração mal se sentem, em grande parte, devido à forte interpretação de Leonardo DiCaprio, no papel de vilão, e à mais que carismática presença de Christoph Waltz como Dr. King Schultz. E de tão explosivas serem estas personagens, admito que o filme perde muita força no momento em que estes deixam de aparecer no ecrã. 

Não obstante do final que desilude ligeiramente por não manter a pujança que o antecede, Django Unchained é tecnicamente bem executado e a sua banda sonora assenta que nem uma luva. Estes elementos, para além dos dois pontos mencionados no 1º parágrafo, são o suficiente para que Django esteja representado nesta listagem.

P.S. – Apesar de achar que Django Unchained está longe de ser uma das grandes obras de Tarantino, a cena dos sacos é bem capaz de ser a cena mais hilariante que o senhor já escreveu. Loved it.
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