terça-feira, 28 de maio de 2013

As minhas escolhas 2012 - #05. Seven Psychopaths (McDonagh)


As expectativas que tinha para o sucessor de In Bruges (a seu jeito, é um filme refrescante e peculiar) eram algo elevadas, e apesar de não terem sido exactamente cumpridas, Seven Psychopaths mantém a irreverência que McDonagh havia demonstrado no seu primeiro filme e marca, assim, a primeira entrada do meu Top 5 de 2012. 

Com nomes como Colin Farrell, Sam Rockwell (standout), Christopher Walken e Woody Harrelson a comporem o elenco, Seven Psychopaths não se inibe e ostenta orgulhosamente a loucura da estória que retrata. É, também, (inesperadamente) violento. O argumento recorre a um humor negro que bem poderia ter a assinatura de Quentin Tarantino. Agora que penso nisto, creio que ainda posso dizer que faz lembrar (ainda que em menor escala) algo que os irmãos Coen pudessem ter vindo a abraçar. 

À semelhança de Rust and Bone, o filme dos sete psicopatas tem vindo a ganhar peso na consideração que tenho por ele. Tem, sem grandes dificuldades, uma das minhas cenas preferidas do ano passado: A encenação do final alternativo proposto por Sam Rockwell para o filme que o Colin Farrell tem dificuldade em escrever. Palavras não descrevem o quão awesome essa cena é. 

Continuo muito curioso para ver o que é que Martin McDonagh irá trazer no futuro.

terça-feira, 14 de maio de 2013

As minhas escolhas 2012 - #06. De Rouille et d'Os [Rust and Bone] (Audiard)



A um pequeno passo do Top 5, coloco o De Rouille et d'Os. É um filme pelo qual a minha apreciação vai aumentando à medida que mais penso nele e que o tempo vai passando. Talvez isso se deva às cruas e fortes interpretações de Matthias Schoenaerts e de Marion Cotillard. Talvez isso aconteça pela densa e pesada carga emocional que o argumento porta. Ou talvez pelo facto de a subtil banda sonora não exagerar em nada os momentos dramáticos, dando-lhes apenas o toque necessário para que se torne memorável. Poderá ser ainda por causa da fotografia sublime e da sólida realização. Que esta apreciação se mantenha e que continue a aumentar.

domingo, 28 de abril de 2013

As minhas escolhas 2012 - #07. Django Unchained (Tarantino)


Quentin Tarantino mergulha na América sulista e debruça-se sobre o tópico da escravidão. Os filmes assinados por Tarantino são sempre eventos amplamente aguardados, e desta vez, o realizador brindou-nos, novamente, com o que já nos tem vindo a habituar: um argumento excepcional e memoráveis personagens.

As suas quase 3 horas de duração mal se sentem, em grande parte, devido à forte interpretação de Leonardo DiCaprio, no papel de vilão, e à mais que carismática presença de Christoph Waltz como Dr. King Schultz. E de tão explosivas serem estas personagens, admito que o filme perde muita força no momento em que estes deixam de aparecer no ecrã. 

Não obstante do final que desilude ligeiramente por não manter a pujança que o antecede, Django Unchained é tecnicamente bem executado e a sua banda sonora assenta que nem uma luva. Estes elementos, para além dos dois pontos mencionados no 1º parágrafo, são o suficiente para que Django esteja representado nesta listagem.

P.S. – Apesar de achar que Django Unchained está longe de ser uma das grandes obras de Tarantino, a cena dos sacos é bem capaz de ser a cena mais hilariante que o senhor já escreveu. Loved it.

sábado, 20 de abril de 2013

As minhas escolhas 2012 - #08. The Avengers (Whedon)



Ocupando a oitava entrada nesta contagem está o mega-blockbuster de 2012, The Avengers.

E porquê? Pelo seu fantástico valor de entretenimento. It’s good fun, and awesome at that. Com um ritmo rápido, com as cenas de acção bem coreografadas e pelos seus muito bons efeitos especiais, a reunião dos super-heróis do universo Marvel destacou-se no Verão de 2012 da sua concorrência, não só pelos pontos já mencionados, mas também por se assumir de uma forma despretensiosa. É um filme com um propósito claro, e cumpre-o eficazmente. Juntando um pouco de humor aqui e ali, The Avengers deverá constituir a referência do panorama dos blockbusters do ano passado (este título bem poderia caber a The Dark Knight Rises, não fossem aqueles desastrosos últimos 15 minutos que prejudicaram o filme no seu todo, para não chegar ao ponto de dizer que mancharam toda a trilogia).

segunda-feira, 8 de abril de 2013

As minhas escolhas 2012 - #09. Safety Not Guaranteed (Trevorrow)


“Wanted: Somebody to go back in time with me. This is not a joke. You'll get paid after we get back. Must bring your own weapons. I have only done this once before. Safety not guaranteed” lia-se num anúncio de jornal e que suscitou a atenção de uma revista de Seattle para conduzir uma pequena investigação sobre o mesmo.

Safety Not Guaranteed combina a comédia e o drama de uma maneira bastante effortless, focando-se simplesmente em contar uma boa e original história, sem se debruçar em muitos artifícios. E deve ser por isso que o filme resulta tão bem. Nota-se que todos os elementos se conjugam para simplesmente contar uma história. A realização é algo subtil, o elenco (um shout out para a interpretação da Aubrey Plaza, que parece ter nascido para interpretar este tipo de humor seco) atua todo em conformidade e interrelacionam-se com bastante naturalidade, colocando sempre a narrativa em primeiro lugar. É refrescante, em filmes, reparar neste tipo de colaboração, desprovida de grandes egos, em prol do produto final.
A banda sonora também se adequa à natureza do filme.

No fim de contas, Safety Not Guaranteed foi para mim, uma das mais agradáveis surpresas, não só do passado ano, mas dos últimos tempos também. Longe de ser uma obra-prima, é um filme que conquista pelo seu charme e pela sua sinceridade. Well done.
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