A um pequeno passo do Top 5, coloco o De Rouille et d'Os. É um filme pelo qual a minha apreciação vai aumentando à medida que mais penso nele e que o tempo vai passando. Talvez isso se deva às cruas e fortes interpretações de Matthias Schoenaerts e de Marion Cotillard. Talvez isso aconteça pela densa e pesada carga emocional que o argumento porta. Ou talvez pelo facto de a subtil banda sonora não exagerar em nada os momentos dramáticos, dando-lhes apenas o toque necessário para que se torne memorável. Poderá ser ainda por causa da fotografia sublime e da sólida realização. Que esta apreciação se mantenha e que continue a aumentar.
terça-feira, 14 de maio de 2013
domingo, 28 de abril de 2013
As minhas escolhas 2012 - #07. Django Unchained (Tarantino)
Quentin Tarantino mergulha na
América sulista e debruça-se sobre o tópico da escravidão. Os filmes assinados
por Tarantino são sempre eventos amplamente aguardados, e desta vez, o
realizador brindou-nos, novamente, com o que já nos tem vindo a habituar: um
argumento excepcional e memoráveis personagens.
As suas quase 3 horas de duração
mal se sentem, em grande parte, devido à forte interpretação de Leonardo
DiCaprio, no papel de vilão, e à mais que carismática presença de Christoph
Waltz como Dr. King Schultz. E de tão explosivas serem estas personagens,
admito que o filme perde muita força no momento em que estes deixam de aparecer
no ecrã.
Não obstante do final que desilude
ligeiramente por não manter a pujança que o antecede, Django Unchained é tecnicamente bem executado e a sua banda sonora
assenta que nem uma luva. Estes elementos, para além dos dois pontos mencionados no 1º
parágrafo, são o suficiente para que Django esteja representado nesta listagem.
P.S. – Apesar de achar que Django Unchained está longe de ser uma
das grandes obras de Tarantino, a cena dos sacos é bem capaz de ser a cena mais
hilariante que o senhor já escreveu. Loved it.
sábado, 20 de abril de 2013
As minhas escolhas 2012 - #08. The Avengers (Whedon)
Ocupando a oitava entrada nesta contagem está o mega-blockbuster de 2012, The Avengers.
E porquê? Pelo seu fantástico valor de entretenimento. It’s good fun, and awesome at that. Com um ritmo rápido, com as cenas de acção
bem coreografadas e pelos seus muito bons efeitos especiais, a reunião dos
super-heróis do universo Marvel destacou-se no Verão de 2012 da sua
concorrência, não só pelos pontos já mencionados, mas também por se assumir de
uma forma despretensiosa. É um filme com um propósito claro, e cumpre-o
eficazmente. Juntando um pouco de humor aqui e ali, The Avengers deverá constituir a referência do panorama dos
blockbusters do ano passado (este título bem poderia caber a The Dark Knight Rises, não fossem aqueles
desastrosos últimos 15 minutos que prejudicaram o filme no seu todo, para não
chegar ao ponto de dizer que mancharam toda a trilogia).
segunda-feira, 8 de abril de 2013
As minhas escolhas 2012 - #09. Safety Not Guaranteed (Trevorrow)
“Wanted: Somebody to
go back in time with me. This is not a joke. You'll get paid after we get back.
Must bring your own weapons. I have only done this once before. Safety
not guaranteed” lia-se num anúncio de jornal e que suscitou a atenção de
uma revista de Seattle para conduzir uma pequena investigação sobre o mesmo.
Safety Not Guaranteed combina a comédia e o drama de uma maneira
bastante effortless, focando-se
simplesmente em contar uma boa e original história, sem se debruçar em muitos
artifícios. E deve ser por isso que o filme resulta tão bem. Nota-se que todos
os elementos se conjugam para simplesmente contar uma história. A realização é
algo subtil, o elenco (um shout out
para a interpretação da Aubrey Plaza, que parece ter nascido para interpretar
este tipo de humor seco) atua todo em conformidade e interrelacionam-se com bastante
naturalidade, colocando sempre a narrativa em primeiro lugar. É refrescante, em filmes, reparar neste tipo de colaboração, desprovida de grandes egos, em prol do produto final.
A banda sonora também se adequa à natureza do filme.
A banda sonora também se adequa à natureza do filme.
No fim de contas, Safety Not Guaranteed foi para mim, uma
das mais agradáveis surpresas, não só do passado ano, mas dos últimos tempos
também. Longe de ser uma obra-prima, é um filme que conquista pelo seu charme e
pela sua sinceridade. Well done.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
As minhas escolhas 2012 - #10. Amour (Haneke, 2012)
À (quase) semelhança do que fiz o
ano passado, chegou a altura de elencar o que mais me agradou de 2012. Em vez
de estar a percorrer algumas categorias, deixarei apenas os 10 filmes que mais
se distinguiram dos (poucos, sucks) outros que vi de 2012. Esta listagem irá
ser o programa dos próximos posts, até chegarmos ao #1. Os filmes que aqui
entram apenas obedecem ao critério de terem sido lançados, nos respetivos
países de origem, no ano de 2012. Preciosidades à parte, deixo-vos com a
primeira entrada:
Amour, de Michael Haneke – Palme d’Or no Festival de Cannes e um dos nomeados ao Oscar de Melhor Filme –, ocupa a décima posição. Com duas tremendas interpretações a cargo de Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, o distante e frio olhar do realizador retrata uma pesada terceira idade, angustiosa e penosa no seu culminar.
De uma impressionante densidade e com uma ampla carga reflexiva, como Haneke já nos tem vindo a habituar, Amour mantém uma aura incómoda de que algo sofrível irá acontecer, tornando a experiência de o ver tanto desconfortável, como intrigante. Contudo, parte do impacto perde-se quando o início do filme é marcado pela revelação do desfecho (
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