segunda-feira, 8 de abril de 2013

As minhas escolhas 2012 - #09. Safety Not Guaranteed (Trevorrow)


“Wanted: Somebody to go back in time with me. This is not a joke. You'll get paid after we get back. Must bring your own weapons. I have only done this once before. Safety not guaranteed” lia-se num anúncio de jornal e que suscitou a atenção de uma revista de Seattle para conduzir uma pequena investigação sobre o mesmo.

Safety Not Guaranteed combina a comédia e o drama de uma maneira bastante effortless, focando-se simplesmente em contar uma boa e original história, sem se debruçar em muitos artifícios. E deve ser por isso que o filme resulta tão bem. Nota-se que todos os elementos se conjugam para simplesmente contar uma história. A realização é algo subtil, o elenco (um shout out para a interpretação da Aubrey Plaza, que parece ter nascido para interpretar este tipo de humor seco) atua todo em conformidade e interrelacionam-se com bastante naturalidade, colocando sempre a narrativa em primeiro lugar. É refrescante, em filmes, reparar neste tipo de colaboração, desprovida de grandes egos, em prol do produto final.
A banda sonora também se adequa à natureza do filme.

No fim de contas, Safety Not Guaranteed foi para mim, uma das mais agradáveis surpresas, não só do passado ano, mas dos últimos tempos também. Longe de ser uma obra-prima, é um filme que conquista pelo seu charme e pela sua sinceridade. Well done.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

As minhas escolhas 2012 - #10. Amour (Haneke, 2012)


À (quase) semelhança do que fiz o ano passado, chegou a altura de elencar o que mais me agradou de 2012. Em vez de estar a percorrer algumas categorias, deixarei apenas os 10 filmes que mais se distinguiram dos (poucos, sucks) outros que vi de 2012. Esta listagem irá ser o programa dos próximos posts, até chegarmos ao #1. Os filmes que aqui entram apenas obedecem ao critério de terem sido lançados, nos respetivos países de origem, no ano de 2012. Preciosidades à parte, deixo-vos com a primeira entrada:


Amour, de Michael Haneke – Palme d’Or no Festival de Cannes e um dos nomeados ao Oscar de Melhor Filme –, ocupa a décima posição. Com duas tremendas interpretações a cargo de Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, o distante e frio olhar do realizador retrata uma pesada terceira idade, angustiosa e penosa no seu culminar.
De uma impressionante densidade e com uma ampla carga reflexiva, como Haneke já nos tem vindo a habituar, Amour mantém uma aura incómoda de que algo sofrível irá acontecer, tornando a experiência de o ver tanto desconfortável, como intrigante. Contudo, parte do impacto perde-se quando o início do filme é marcado pela revelação do desfecho (I absolutely hate when that happens!). É, provavelmente, o mais acessível filme que do realizador até à data. E a Rita Blanco entra no filme! Yay!

domingo, 3 de março de 2013

Damages


A jovem hotshot Ellen Parsons (Rose Byrne) tem uma forte ambição e uma determinante força de vontade em marcar o universo legal com o seu nome. Patty Hewes (Glenn Close) é uma das mais proeminentes e temidas figuras do mundo da Advocacia e acolhe Ellen como a sua protégée. Com casos de alta exposição mediática, Ellen vê em Patty uma oportunidade brutal para alcançar o seu sonho, e Patty vê nos conhecimentos que Ellen tem uma mais valia para vencer o seu caso. Contudo, em Damages nada é o que aparenta ser.

“I was warned” – Ellen Parsons

Aspirações, ilusões, decepções, traições e conspirações constituem a norma em Damages. A fórmula de Damages assenta numa narrativa fragmentada, em que os eventos passados, presentes e futuros se misturam para aumentar os sentimentos de confusão e de desconfiança que assolam cada episódio da série. 

Apesar de ser algo inconstante (as temporadas 1, 4 e 5 são bem mais interessantes que as temporadas 2 e 3), Damages é bem executado através da forte caracterização das suas personagens, do rápido ritmo com o qual a acção se desenrola, de um argumento repleto de trama, intriga e twists, e das ilustres interpretações de Close e Byrne (ao longo das cinco temporadas), bem como de jogadores secundários como Ivanek (T1), Tomlin (T3) ou Baker (T4).

Na última temporada, que evoca Julian Assange e o caso WikiLeaks, assistimos a um contínuo confronto entre Parsons e Hewes. Diria mesmo que assistimos ao derradeiro confronto, dado que a série evolui nesse sentido: no sentido de colocar as suas duas personagens centrais em conflito direto, sem bullshits, com o objetivo último de ver quem ganha o julgamento. E ao longo da quinta temporada, a questão fica sempre a pairar no ar. Quem sairá vencedora no confronto Hewes vs. Parsons? Será que a pupila ultrapassa a Mestre? Contudo e depois de algumas viragens no argumento, o final de Damages apresenta-se como algo anti-climático. Não obstante, o percurso explosivo percorrido, até lá, é (e será) recordado como um estrondoso BANG.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Looking Back At 1990

#5
Edward Scissorhands
Dir. Tim Burton

#4
Misery
Dir. Rob Reiner

#3
Miller's Crossing
Dirs. Joel and Ethan Coen

#2
Wild At Heart
Dir. David Lynch

#1
Goodfellas
Dir. Martin Scorsese
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