quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Product Placement e a intenção de compra (3)


Voltando ao tema do product placement (última vez abordado aqui), hoje falo-vos dos vários tipos de placements que existem.

Classic Placement Este tipo de exposição é o mais antigo e a mais comum forma de placement que se conhece e existe desde que o próprio conceito de product placement surgiu pela primeira vez. A sua abordagem é muito mais técnica do que estratégica dado que consiste simplesmente em fazer com que um produto/marca surja no écrã. 

Corporate Placement – Neste formato de placement, a marca assume uma relevância superior aos respectivos produtos.  É mais simples incorporar uma marca num determinado shot do que um produto específico.
Um exemplo desta prática pode ser encontrado no filme Minority Report (2002, Steven Spielberg): Neste futurístico thriller, placards publicitários da Reebok, Pepsi e Aquafina – entre muitos outros – podem ser avistados durante o filme, mas o espectador não vê efectivamente nenhum produto das marcas previamente mencionadas.

Evocative PlacementEsta forma de placement assume um caracter muito mais subtil do que as anteriores uma vez que não é necessário que a marca surja no écrã, ou que seja mencionada. Neste cenário, a originalidade e o próprio design do produto têm que ser elementos bastante diferenciadores da marca para que ela seja evocada.
O uso do Cubo de Rubik em The Pursuit of Happyness (2006, Gabriele Muccino) ilustra o evocative placement na medida em que é um produto que é automaticamente identificável assim que surge na imagem.
Este tipo de inclusão de produtos em filmes permite também às marcas que assumam uma postura mais humorística na sua comunicação. Um exemplo disso ocorre no vencedor do Oscar para Melhor Filme de 1994, Forrest Gump (1994, Robert Zemeckis): a marca Apple é mencionada simplesmente como uma “empresa de fruta”.

Stealth Placement – É a forma mais discreta de product placement que existe. Como o nome sugere, o placement é frequentemente bem integrado na cena e a sua presença não intrusiva confere-lhe um aspecto de autenticidade, que pode muito bem originar um impacto mais significativo quando a marca é reconhecida posteriormente. Um exemplo? O vestido Donna Karan que a Gwyneth Paltrow veste em Great Expectations (1998, Alfonso Cuarón).

To be continued

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Looking Back At 1992

#5
Aladdin
Dirs. Ron Clements & John Musker

#4
  Basic Instinct
Dir. Paul Verhoeven

#3
Kurenai no Buta [Porco Rosso]
Dir. Hayao Miyazaki

#2
Batman Returns
Dir. Tim Burton

#1
Reservoir Dogs
Dir. Quentin Tarantino

sábado, 25 de agosto de 2012

The Dark Knight Rises (2012, Nolan)


Em 2005, pela mão de Christopher Nolan, Gotham City é abordada sob uma nova luz. Com Batman Begins, Nolan recria parte do universo Batman adoptando uma perspectiva mais crua sobre o mundo do super-herói, afastando-se e distinguindo-se em larga parte dos anteriores filmes que tinham Batman como figura principal (todo o ambiente over the top de Tim Burton e a essência campy de Batman Forever e Batman & Robin são completamente descurados).

Em 2008 surge The Dark Knight. Recordista de números de bilheteiras e por muitos aclamado como o expoente máximo de adaptações de super-heróis ao grande ecrã. Contando com uma interpretação magistral por parte do falecido Heath Ledger, The Dark Knight deu que falar.

E agora, em 2012, Christopher Nolan encerra o seu envolvimento com o herói de capa negra com The Dark Knight Rises, aquele que potencialmente é o mais fraco dos três filmes.


O último filme da trilogia do Cavaleiro Negro prima pelas bem executadas cenas de ação e pela sua montagem. Efectivamente, o filme não parece ter aproximadamente 3 horas. O elenco é na sua maioria competente, não existindo nenhum elemento que se destaque dos outros (ao contrário do que aconteceu em The Dark Knight). Existe apenas uma cena em que (surpreendentemente) alguém se destaca pela negativa:

*spoiler alert spoiler alert spoiler alert* Não sei em que é que a Marion Cotillard estava a pensar na cena da morte da sua personagem. Really? Só faltava pôr a língua de fora, umas cruzes nos olhos, e ficávamos com a morte mais artificial de todos os tempos! Terrível. *spoiler alert spoiler alert spoiler alert*

Adiante. Tendo em conta que The Dark Knight Rises é o últmo filme do Batman que Nolan irá realizar, acho que estava à espera que algo que embrulhasse um “soco” maior. E haveria espaço para tal. É um filme que conta com o vilão mais ameaçador da saga: sob uma calma enervante, o Bane aparentava um espírito maléovolo muito mais internalizado do que os outros vilões da trilogia, o que poderia ter sido mais aproveitado em prol de um desfecho mais duro, mais impactante e mais único.

Pelo contrário, temos um filme muito superficial, com algumas personagens que pouco ou nada acrescentam à história e um final repleto dos mais comuns clichés que normalmente habitam neste tipo de filme. Esperava mais de Nolan e companhia. No fim, The Dark Knight Rises vê-se bem mas fica a saber a pouco. A muito pouco.


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

My Watchlist #1

Se tivesse todo o tempo do Mundo, despachava imediatamente estes todos. Entre cinema e televisão:

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

The Prestige (2006, Nolan)

 
“Are you watching closely?” 

Dois ilusionistas presos nas suas próprias ilusões formam uma rivalidade que lhes sairá cara após um trágico acidente num dos espectáculos em que colaboravam. Depois disso, a obsessão que têm em descobrir os segredos que estão por detrás dos truques do seu rival torna-se maior que a própria vida. 

The Prestige assinala a quinta longa metragem de Christopher Nolan e assinala também um dos filmes mais esteticamente apelativos de 2006, devido aos seus valores de produção que enchem o olho do espectador (excelente fotografia por parte de Wally Pfister) e com um ritmo que mantém o interesse no filme constantemente nivelado. A parelha Bale/Jackman lidera o ecrã eficazmente, ainda que por momentos seja Rebecca Hall quem rouba as luzes da ribalta.

Foi a primeira vez que vi o filme desde que estreou em 2006. Lembro-me de me ter sentido arrebatado por ele. Revisitando-o meia dúzia de anos depois posso dizer que esse impacto perdeu-se. Talvez isso tenha acontecido pelo facto de The Prestige se debruçar (em demasia) no seu big twist. Será que daqui a uns tempos, se voltar a vê-lo, irei ter outra vez aquela sensação de espanto que tive quando o vi pela primeiríssima vez? Ou será que a partir daqui a minha apreciação irá pelo cano abaixo? Esperemos para ver. 

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