Se tivesse todo o tempo do Mundo, despachava imediatamente estes todos. Entre cinema e televisão:
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
The Prestige (2006, Nolan)
“Are you watching closely?”
Dois ilusionistas presos nas suas próprias ilusões formam uma rivalidade que lhes sairá cara após um trágico acidente num dos espectáculos em que colaboravam. Depois disso, a obsessão que têm em descobrir os segredos que estão por detrás dos truques do seu rival torna-se maior que a própria vida.
The Prestige assinala a quinta longa metragem de Christopher Nolan e assinala também um dos filmes mais esteticamente apelativos de 2006, devido aos seus valores de produção que enchem o olho do espectador (excelente fotografia por parte de Wally Pfister) e com um ritmo que mantém o interesse no filme constantemente nivelado. A parelha Bale/Jackman lidera o ecrã eficazmente, ainda que por momentos seja Rebecca Hall quem rouba as luzes da ribalta.
Foi a primeira vez que vi o filme desde que estreou em 2006. Lembro-me de me ter sentido arrebatado por ele. Revisitando-o meia dúzia de anos depois posso dizer que esse impacto perdeu-se. Talvez isso tenha acontecido pelo facto de The Prestige se debruçar (em demasia) no seu big twist. Será que daqui a uns tempos, se voltar a vê-lo, irei ter outra vez aquela sensação de espanto que tive quando o vi pela primeiríssima vez? Ou será que a partir daqui a minha apreciação irá pelo cano abaixo? Esperemos para ver.
sábado, 28 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Mais visibilidade para o cinema nacional
Uma excelente iniciativa do Antestreia (ver este post). Um espaço onde é possível submeter produções nacionais para que a sua exposição online aumente. Já fazia falta.
São dois endereços. Um exclusivamente dedicado a longas metragens - http://ofilme.pt/
Outro, dedicado a curtas metragens - http://acurta.pt/
Deste lado já foram para os bookmarks. Aconselho que o façam desse lado também.
São dois endereços. Um exclusivamente dedicado a longas metragens - http://ofilme.pt/
Outro, dedicado a curtas metragens - http://acurta.pt/
Deste lado já foram para os bookmarks. Aconselho que o façam desse lado também.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Martha Marcy May Marlene (2011, Durkin)
Um subtil thriller. Um astuto trabalho de Sean Durkin e um dos mais enigmáticos
filmes do ano passado.
Martha (Elizabeth Olsen) reúne-se
com a sua irmã, após ter distanciado-se da família quando se juntou a uma seita
dois anos antes. Com uma veia que relembra o excelente Winter’s Bone, Martha Marcy
May Marlene manuseia eficazmente o tópico da paranóia, ainda que deixe
algumas questões por responder.
Saltando entre o passado e o
presente, Martha surge como o elemento central da narrativa. Percebemos o seu
comportamento “presente” quando a visitamos no passado. Uma personalidade que
se vai fragmentando com o passar do tempo. A identidade perde-se no primeiro
momento em que Martha conhece Patrick (John Hawkes) – diz-lhe que tem cara de
Marcy May. E Marcy May fica.
É um filme que convida a uma
postura reflexiva, e nesse sentido, Martha
Marcy May Marlene é quase hipnótico (tenho pensado no filme nestes últimos
dias e uma das minhas principais questões com ele – o de ter achado que o seu
ritmo era algo inconstante – tem vindo a dissipar-se), deixando todo o espaço
necessário para o contemplo da história.
Acrescento ainda que o que se
sobressai em Martha Marcy May Marlene
é a portentosa interpretação de Elizabeth Olsen no papel do principal. Carrega
o peso do filme aos ombros e fá-lo de uma maneira extremamente simples,
comandando o ecrã em cada cena em que aparece, transparecendo a vulnerabilidade
da personagem com uma linguagem corporal impecável.
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