sábado, 23 de junho de 2012

DOA Random Survey XIII

O DOA Random Survey está de volta após uma ausência relativamente prolongada. Sem mais demoras:

#1 Tivemos recentemente o aniversário de uma das mais aclamadas actrizes da história do Cinema, pelo que fica lançada a questão: Interpretação preferida de Meryl Streep?
#2 Foi anunciada a sequela de Before Sunset para 2013: Yes ou Yes? (eheh)
#3 Festivais: Cannes, Veneza, Toronto ou Berlim?
#4 Maior interesse despertado: Amour de Michael Haneke ou Holy Motors de Leos Carax?
#5 Brave da Pixar: Valerá a pena a ida ao cinema ou não?

Nota: Gostava de obter sugestões vossas sobre possíveis questões futuras, por isso se se lembrarem de algumas ou se gostarem de ver alguma questão que ainda não tenha sido abordada, enviem-nas para: notesonmyfilms@gmail.com

terça-feira, 12 de junho de 2012

The Lost Weekend (1945, Wilder)



Um clássico norte-americano (nem que o seja pelo simples facto de ter a assinatura de Billy Wilder) e o grande vencedor da cerimónia dos Óscares do seu ano – tendo arrecadado as estatuetas de Melhor Filme, Realizador, Argumento e Actor –, The Lost Weekend é um filme que, não obstante dos seus 67 anos, permance actual.

Um doloroso retrato do desespero que um desenfreado, pesado e rotineiro consumo de álcool é capaz de causar. Um importante retrato feito numa época em que o alcoolismo no grande écrã servia, essencialmente, para soltar as gargalhadas dos espectadores.

Uma garrafa pendurada do lado de fora da janela do quarto. Uma razão suficientemente sólida para (re)quebrar a confiança que os entes queridos de Don Birnam (Ray Milland) depositam nele. Um fim-de-semana perdido. Afinal, é só mais um copo. E outro. E porque não mais um? Preso nesta rotina sistemática, Don envereda pelo caminho da auto-destruição, que ele próprio construíu. Copos atrás de copos, até cair para o lado... ou pelas escadas.

“It’s like the doctor was just telling me – delirium is a disease of the night. Good night.”

Nas mãos de Billy Wilder, The Lost Weekend apresenta ainda uma das cenas mais impactantes dos filmes de então. A alucinação de Don. E enquanto que em The Maltese Falcon, Humphrey Bogart profere uma expressão que tornar-se-ia icónica – “The stuff that dreams are made of” – podemos dizer que a mencionada cena do filme de Wilder remete para a stuff that nightmares are made of. Morcegos e ratos. Sangue a escorrer pela parede. Lunáticos gritos que ecoam pelo prédio inteiro. Uma cena em que o audio e o visual se complementam de uma forma perfeitamente assombrosa.

Na minha – ainda breve – incursão pela filmografia de Billy Wilder, The Lost Weekend representa mais um exímio exercício na escrita, na realização e na direcção de actores. Fico feliz por saber o quanto ainda tenho por explorar.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Looking Back At 1993

#5
Short Cuts
Dir. Robert Altman

#4
  Trois Couleurs: Bleu [Three Colors: Blue]
Dir. Krzysztof Kieslowski

#3
Falling Down
Dir. Joel Schumacher

#2
Schindler's List
Dir. Steven Spielberg

#1
Jurassic Park
Dir. Steven Spielberg

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Immortals (2011, Singh)



A principal razão que me levou a ver Immortals foi o nome do seu realizador. The Fall é um filme soberbo, e apesar de não o colocar no mesmo patamar, The Cell é também um filme visualmente arrebator com o seu quê de interessante.  Gosto da forma de como Tarsem Singh joga com as cores e com a simetria. Sei que, com os filmes dele, posso contar com um grande deslumbramento visual. No entanto, pouco mais (para não dizer mesmo que nada mais) se aproveita neste Immortals.

O argumento não traz nada de novo para cima da mesa e à montagem faltava-lhe pujança, mais dinamismo e maior fluídez. São algumas as cenas que se arrastam por períodos que parecem infindáveis (senti-me imortalmente aborrecido. Ahahaha. So funny... yeah, no). 

As cenas de pancadaria relembram um 300 ou um God of War, o que acaba por trazer algum estilo ao filme, mas tirando isso e a boa fotografia, o “épico” protagonizado pelo futuro Homem de Aço – Henry Canvill – é um miss.


domingo, 20 de maio de 2012

We Need To Talk About Kevin (2011, Ramsay)


 
Com We Need To Talk About Kevin, Lynne Ramsay adapta o livro homónimo assinado por Lionel Shriver e apresenta-nos um olhar sobre o desespero e o exasperado conflito interno pelo qual uma mãe – Eva (Tilda Swinton) – passa quando o seu filho – Kevin (Ezra Miller) – comete uma atrocidade de enormes proporções na sua escola.

Optando por investir numa estrutura narrativa não linear e recorrendo ao simbolismo associado à cor vermelha (excessivo, até. Eventualmente a cor deixa de perder o seu significado apenas para se tornar num elemento distractivo), a realizadora escocesa retrata uma relação entre Mãe e Filho. Uma relação penosamente distante e fria. Os sonhos e memórias que aquecem o coração de Eva são despedaçados com o nascimento do seu filho. A maldade nasce com o homem ou é cultivada durante todo o processo de crescimento?

Assistimos à relação destrutiva que Mãe e Filho partilham. Assistimos ao massacre levado a cabo por Kevin. Assistimos à forma de como Eva tenta prosseguir com a sua vida, carregando na alma, e para o resto dos seus dias, o peso das suas dúvidas, da sua desilusão, da sua impotência. São nestes particulares momentos em que Tilda Swinton brilha, deixando que as suas expressões resvalem tudo o que Eva sente, sem que exista a necessidade de expô-lo por palavras.

Creio que a expressão “por vezes, menos é mais” adequa-se perfeitamente a este tipo de filmes: Não seria necessário adoptar uma estrutura narrativa não linear, porque a história é suficientemente cativante para captar a atenção. Um uso mais subtil do vermelho também não seria mau, porque a certa altura a mensagem parece mais do que forçada. We Need To Talk About Kevin é um filme perturbador, mas que poderia ter tido um maior potencial e um impacto emocional muito maior.


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