segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Um Top 100 dos Bloggers de Cinema

Uma iniciativa que teve em conta algumas listas de bloggers de cinema, com o objectivo de saber quais são os 100 filmes mais acarinhados pelo pessoal. Numa re-edição desta iniciativa seria fantástico reunir um maior número de listas, mas por enquanto esta chega!

407 filmes receberam votos, sendo que os 100 mais representados podem ser consultados aqui.

Entretanto, deixo-vos o Top 10 - que conta com uma grande (e agradável) surpresa! Ou pelo menos não o esperava ver num lugar tão alto.


#1
2001: A Space Odyssey [1968]
Dir. Stanley Kubrik

#2
Cinema Paradiso [1988]
Dir.Giuseppe Tornatore

#3
Vertigo [1958]
Dir.Alfred Hitchcock

#4
Pulp Fiction [1994]
Dir. Quentin Tarantino

#5
A Clockwork Orange [1971]
Dir. Stanley Kubrik

#6
The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring [2001]
Dir. Peter Jackson

#7
The Godfather [1972]
Dir. Francis Ford Coppola
#8
The Lion King [1994]
Dirs. Roger Allers & Rob Minkoff

#9
Fa Yeung Nin Wa (In The Mood For Love) [2000]
Dir. Kar Wai Wong

#10
Psycho [1960]
Dir. Alfred Hitchcock


E parece que amanhã saem as nomeações para os Óscares, não é verdade?

sábado, 21 de janeiro de 2012

Headhunters (2011, Tyldum)


É certo e sabido que a Escandinávia já deixou a sua marca no mundo do Cinema, em grande parte graças ao papel da Suécia neste panorama. Ingmar Bergman foi (e ainda é) um dos nomes mais proeminentes da sétima arte. Esse país nórdico projectou ainda nomes como Ingrid Bergman, Max von Sydow e Liv Ullman (estes dois últimos eram frequentes colaboradores de Ingmar Bergman, tendo aparecido em inúmeros filmes do realizador sueco).

A Suécia continua com um papel relativamente activo no cinema mundial, com filmes como o Maria Larsson’s Everlasting Memories e a adaptação da célebre trilogia de Stieg Larsson, a Dinamarca deu-nos o polémico Lars Von Trier. A Finlândia brinda-nos com.... Nokias. E no meio disto tudo, a Noruega vai se assumindo sorrateiramente como um dos países a ter debaixo de olho. Quer sejam filmes que lidem com Trolls (Trollhunter) ou quer sejam filmes que demonstrem como é que a droga afecta e aliena um comum cidadão (Oslo, 31 August.), a verdade é que com este Headhunters, fico com 3 hits noruegueses e 0 misses. Excusado será dizer que largamente antecipo o que aí vier do Norte da Europa.


Já com um remake norte-americano em vista para 2014 (?), Headhunters debruça-se sobre Roger Brown (Aksel Hennie) – um caçador de talentos para grandes empresas com grande sucesso, que marginalmente rouba valiosas obras de artes para conseguir suportar o seu dispendioso nível de vida. No momento em que tem encontra Clas Greve (Nikolaj Coster-Waldau, mais conhecido pelo seu papel em Game of Thrones como Jaime Lannister), um potencial candidato para ocupar a chefia de uma grande empresa tecnológica, fica a saber que este tem na sua posse um quadro com um valor astronómico, e naturalmente, tenta roubá-lo. Contudo nem tudo corre conforme planeado, e rapidamente os papéis de caçador e presa alteram-se.

Talvez por ser um filme que contenha a sua quota-parte de twists, e por aliar uma determinada quantia de humor em vários pontos-chave do filme (isto já tinha sido observado em TrollHunter) ao seu ritmo rápido, não consegui ver este filme sem pensar várias vezes na obra de Guy Ritchie, Snatch. São contextos diferentes, e histórias diferentes também, mas há algo neste filme que me faz crer que tanto o filme de Morten Tyldum e de Guy Ritchie se complementam bem, e que serviriam para uma excelente sessão dupla para quem gosta deste tipo de thrillers.

É um filme esperto, com estilo e capaz de prender a atenção do espectador, com um elenco sólido, uma montagem concisa e uma história envolvente. Ainda que ache a parte final, que explica ao pormenor o porquê de as coisas terem acontecido da forma como aconteceram, um pouco desnecessária (talvez a teria incluído como um extra no DVD, ou algo do género, mas de qualquer forma), não são os últimos minutos do filme que invalidam tudo o que aconteceu antes, por isso, estou ok com isso.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Ranking Hitchcock


Dei por mim a pensar nos filmes que me faltam ver do Mestre e simultaneamente dei por mim a pensar nos filmes que mais aprecio dele e naqueles que menos aprecio. Daquilo que vi dele:

#1. Rear Window - 1954.
#2. Vertigo - 1958.
#3. The Birds - 1963.
#4. Psycho - 1960.
#5. Strangers on a Train - 1951.

#6. Rebecca - 1940.
#7. The Man Who Knew Too Much - 1956.
#8. Dial M for Murder - 1954.
#9. Notorious - 1946.
#10. Spellbound - 1945.

#11. North by Northwest - 1959.
#12. To Catch a Thief - 1955.
#13. The 39 Steps - 1935.
#14. Torn Curtain - 1966.

Tenho um interesse enorme em ver o Shadow of a Doubt, o Rope e o Lifeboat - por agora. Daqui a uns tempos serão outros, certamente.

Fica lançada a questão: Se só pudessem ver dois filmes de Alfred Hitchcock quais seriam?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Moneyball & Melancholia

Moneyball (2011, Miller)


Bennett Miller, o realizador que esteve por detrás de Capote em 2005, regressa com o seu novo filme, oferecendo um incisivo olhar sobre o backstage do Baseball. Ainda que não perceba, efectivamente, as regras do jogo, posso afirmar que é um filme que prende a atenção pelo seu inteligente argumento, pelas suas sólidas interpretações e pelos próprios temas que explora. 

À semelhança de filmes como Frost/Nixon e Good Night and Good Luck, o que aqui temos é um realizador que conhece quais são os pontos fortes do seu filme e que não entra em esquemas que prejudiquem o resultado final. O filme surge como um simples veículo para contar a história. E é um grande história. 

Notas positivas para o duo Brad Pitt e Jonah Hill – nunca o tinha visto em papéis dramáticos mas safa-se bem – e  para a montagem, que de tão fluída que é faz com que duas horas e vinte passem a correr.




Melancholia (2011, Von Trier)


O melhor prólogo do ano? Muito provavelmente. Uma sucessão de excelentes imagens que culmina com o choque de dois corpos celestes. O fecho da narrativa é exposto imediatamente nos primeiros 10 minutos do filme mas isso não o impede de ser uma absorvente experiência.

Sempre com a iminente destruição do Mundo como pano de fundo, MELANCHOLIA relata a forma de como é que a relação de duas irmãs (Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg) é afectada pela depressão de uma delas. O filme está dividido entre duas partes, e neste sentido, é particularmente interessante ver a forma de como é que as personalidades destas duas personagens alteram-se. Enquanto que para uma delas, o receio rapidamente transforma-se na aceitação dos acontecimentos à sua volta como sendo inevitáveis, para outra, o que antes considera ridículo eventualmente torna-se uma fonte de grande stress emocional.

Do pouco que vi de Lars Von Trier, considero este ser um dos seus mais acessíveis filmes (ou mesmo o mais?) da sua autoria, e largamente superou as minhas expectativas. For my money, é um dos candidatos a filme do ano e é seguramente um filme que deve ser fantástico de se ver em blu-ray.

 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Happy New Year!


Tendo em conta que esta será, muito provavelmente, a última entrada de 2011, resta-me desejar-vos um excelente 2012 com excelentes filmes!
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