Continuando com esta rubrica, passemos ao segundo filme. O ínfame Saw (2004, James Wan).
Uma abandonada casa de banho. Dois homens acorrentados e um homem morto no meio deles. Essencialmente, é este o cenário que acompanha o filme durante os seus curtos 103 minutos. Sem memória de como lá chegaram, têm que se desenvencilhar para saírem de lá.
O filme foi uma verdadeira sensação no Halloween de 2004, beneficiando em muito de um grande word-of-mouth o que o tornou altamente rentável (com um orçamento aproximado de 1 milhão de dólares, Saw viria a fazer cerca de 100 milhões de dólares durante a sua corrida no box-office). Contudo, e apesar de ter sido relativamente original na sua altura, o infindável número de sequelas que originou foi uma verdadeira catástrofe e um atentado ao bom senso do espectador. Mas vamos lá focar-mo-nos no primeiro, que é o que se safa.
Confinado em grande parte a um único cenário, o filme apresenta vários factores que se pretende que estejam presentes num filme deste género: Intriga, mistério, suspense, tensão e um vilão interessante (ainda que seja fortemente influenciado pelo mítico John Doe de Se7en). Ao contrário das deploráveis sequelas, o gore não assume o papel principal sendo que o número de cenas em que está presente contam-se pelos dedos de uma mão.
Com um twist surpreendente, Saw é um filme que capta a atenção desde o primeiro minuto e simplesmente não descansa até ao final dos seus créditos. Uma excelente sugestão para (re)ver na noite de 31 de Outubro.











