terça-feira, 18 de outubro de 2011

Especial Halloween I


Com o Halloween à espreita, decidi iniciar esta pequena e limitada rubrica dedicada a esta época do ano, propícia a filmes de terror. A ideia passa um pouco por abordar um filme de terror em cada dia até ao último dia do mês (...a ver vamos como isto corre).

No ano passado a única coisa que fiz sobre este tema foi mesmo um pequeno comentário ao EXORCISTA (que podem ver aqui). Hoje, opto por pegar numa das pérolas do terror francês: Haute Tension [High Tension] (2003, Aja).


Um dos filmes responsáveis pela mediática new wave of french horror, Haute Tension é um excelente exercício no que concerne ao género de Terror. Pautado por uma atmosfera acutilantemente tensa (e neste sentido, a escolha do título para o filme é mais que justificada), o segundo filme de Alexandre Aja injecta no sub-género slasher uma formidável energia. E creio que essa energia não deriva apenas do forte ambiente claustrofóbico do filme mas também da forma de como o realizador e a sua equipa jogam com as dinâmicas da narrativa.

Para muitos, o twist não fará muito (para não dizer que não faz mesmo) sentido. Para outros, faz. Para mim faz, e receio que fique por aqui (não quero entrar por spoilers). Acaba por ser uma questão de perspectiva.

Adiante, ainda que a experiência de se ver Haute Tension não é tão penosa como alguns dos restantes filmes da já referida new wave (Martyrs... I'm looking at you), este filme não é recomendável a pessoas com estômagos menos fortes. Mas vale a pena ver o filme, nem que seja somente pela fantasticamente bombástica cena da estação de serviço e subsequente perseguição (parte em que na banda sonora dá entrada a New Born dos Muse).



terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dois Noirs


Dose dupla de Alan Ladd e Veronica Lake. Nestes últimos dias tive a oportunidade de pôr as mãos nos filmes This Gun For Hire (1942, Tuttle) e The Glass Key (1942, Heisler) e o film noir cada vez mais consolida-se como um dos meus géneros (ou sub-géneros, como preferirem) preferidos.

Tanto o filme de Tuttle, como o de Heisler, são portadores de uma cortante fotografia que de forma tão requintada impulsiona toda a tensão e todo o dramatismo das cenas que ilustra. E as excessivas bandas sonoras assentam os filmes tão bem, também. Creio que parte do meu fascínio por este estilo cinematográfico deve-se, em parte, a este combo.


 Adiante, relativamente ao elenco, Ladd e Lake são competentes nas suas funções e conseguem jogar com os seus papéis de uma forma suficientemente atractiva, capazes de manter o espectador interessado no desenrolar da acção (curiosamente, entre estes dois filmes, considero que Ladd se safou melhor em This Gun For Hire e que o melhor registo de Lake foi em The Glass Key). De destacar ainda as interpretações secundárias de Robert Preston e Laird Cregar em Gun, e de Donlevy em Key.

O principal aspecto em que os dois filmes divergem diria ser o argumento. Achei o de This Gun For Hire mais estimulante na sua execução e na exploração do background da personagem de Alan Ladd do que The Glass Key. No entanto, e para fãs do género, são dois filmes altamente perspicazes que tornam a sua visualização num autêntico prazer. Cigarettes, Guns, Trench Coats and Fedora Hats. They’re all there.

Aproveito para perguntar: Quão bem montadas foram as cenas de magia de Veronica Lake em This Gun for Hire? Fiquei impressionado com a suavidade, coesão e fluidez das cenas!

Tendo dito isto, esta pequena colecção está a tornar-se numa das minhas compras mais acertadas. Com Murder, My Sweet e Out of the Past por ver, prevejo mais uma excelente dose dupla noir no futuro.



domingo, 2 de outubro de 2011

Moulin Rouge! (2001, Luhrmann)



 Spectacular Spectacular é o nome da peça que irá revolucionar o submundo boémio de Paris e que irá tornar Satine (Nicole Kidman), a cortesã mais cobiçada do Moulin Rouge, numa das grandes actrizes da Europa. “So exciting it will run for 50 years” dizem – ou melhor, cantam – os protagonistas a certa altura.

E, efectivamente, Moulin Rouge! é um filme vibrante, enérgico e excitante. Nesse sentido, o filme de Baz Luhrmann afigura-se como um dos mais inovadores e refrescantes filmes dos últimos 15 anos, ainda que a história – mais concretamente, o triângulo amoroso – caia em terreno demasiado melodramático. Com o seu irreverente estilo e uma montagem hiper-frenética (e aqui reside um dos aspectos mais fragilizados do filme: tanto corte na imagem, especialmente durante os primeiros 20 minutos, poderá incitar um decréscimo da atenção uma vez que o filme apresenta tantos estímulos em espaços tão curtos de tempo... o cérebro poderá ter alguma dificuldade em processar a quantidade de informação apresentada em 2 ou 3 segundos), Moulin Rouge! resulta na medida em que toda a sua excessividade se adequa que nem uma luva à sua história bigger than life

 
A caracterização das personagens secundárias, cada uma mais excêntrica que a outra servem também o propósito de auxiliar o desenrolar do romance que Christian (Ewan McGregor) e Satine vivem – e aqui, Jim Broadbent no papel de Harold Zidler é Rei.

Tendo dito tudo isto, o charme deste filme advém, em grande parte, da química partilhada pelos dois actores principais. McGregor e Kidman emanam uma certa inocência reminiscente das grandes estrelas de cinema de outrora, e mergulham de tal forma na identidade das suas personagens que conseguem trazer uma grande credibilidade a quem são, ao que sentem e à sua relação. Um par extremamente carismático. 

Com Paris como pano de fundo, Moulin Rouge! surge como um verdadeiro, opulento, ambicioso e arrojado festim para os sentidos dando lugar ao nascimento de um dos mais marcantes romances dos últimos anos. Spectacular, Spectacular.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Looking Back At 1997

#5
Good Will Hunting
Dir. Gus Van Sant

#4
Cube
Dir. Vicenzo Natali

#3
L.A. Confidential
Dir. Curtis Henson

#2
Boogie Nights
Dir. Paul Thomas Anderson

#1
Shin seiki Evangelion Gekijô-ban: Air/Magokoro wo, kimi ni  [The End of Evangelion]
Dirs. Hideaki Anno & Kazuya Tsurumaki
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