sábado, 15 de outubro de 2011

Shame (2011) Trailer


Candidato a melhor trailer do ano? Acho que sim.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dois Noirs


Dose dupla de Alan Ladd e Veronica Lake. Nestes últimos dias tive a oportunidade de pôr as mãos nos filmes This Gun For Hire (1942, Tuttle) e The Glass Key (1942, Heisler) e o film noir cada vez mais consolida-se como um dos meus géneros (ou sub-géneros, como preferirem) preferidos.

Tanto o filme de Tuttle, como o de Heisler, são portadores de uma cortante fotografia que de forma tão requintada impulsiona toda a tensão e todo o dramatismo das cenas que ilustra. E as excessivas bandas sonoras assentam os filmes tão bem, também. Creio que parte do meu fascínio por este estilo cinematográfico deve-se, em parte, a este combo.


 Adiante, relativamente ao elenco, Ladd e Lake são competentes nas suas funções e conseguem jogar com os seus papéis de uma forma suficientemente atractiva, capazes de manter o espectador interessado no desenrolar da acção (curiosamente, entre estes dois filmes, considero que Ladd se safou melhor em This Gun For Hire e que o melhor registo de Lake foi em The Glass Key). De destacar ainda as interpretações secundárias de Robert Preston e Laird Cregar em Gun, e de Donlevy em Key.

O principal aspecto em que os dois filmes divergem diria ser o argumento. Achei o de This Gun For Hire mais estimulante na sua execução e na exploração do background da personagem de Alan Ladd do que The Glass Key. No entanto, e para fãs do género, são dois filmes altamente perspicazes que tornam a sua visualização num autêntico prazer. Cigarettes, Guns, Trench Coats and Fedora Hats. They’re all there.

Aproveito para perguntar: Quão bem montadas foram as cenas de magia de Veronica Lake em This Gun for Hire? Fiquei impressionado com a suavidade, coesão e fluidez das cenas!

Tendo dito isto, esta pequena colecção está a tornar-se numa das minhas compras mais acertadas. Com Murder, My Sweet e Out of the Past por ver, prevejo mais uma excelente dose dupla noir no futuro.



domingo, 2 de outubro de 2011

Moulin Rouge! (2001, Luhrmann)



 Spectacular Spectacular é o nome da peça que irá revolucionar o submundo boémio de Paris e que irá tornar Satine (Nicole Kidman), a cortesã mais cobiçada do Moulin Rouge, numa das grandes actrizes da Europa. “So exciting it will run for 50 years” dizem – ou melhor, cantam – os protagonistas a certa altura.

E, efectivamente, Moulin Rouge! é um filme vibrante, enérgico e excitante. Nesse sentido, o filme de Baz Luhrmann afigura-se como um dos mais inovadores e refrescantes filmes dos últimos 15 anos, ainda que a história – mais concretamente, o triângulo amoroso – caia em terreno demasiado melodramático. Com o seu irreverente estilo e uma montagem hiper-frenética (e aqui reside um dos aspectos mais fragilizados do filme: tanto corte na imagem, especialmente durante os primeiros 20 minutos, poderá incitar um decréscimo da atenção uma vez que o filme apresenta tantos estímulos em espaços tão curtos de tempo... o cérebro poderá ter alguma dificuldade em processar a quantidade de informação apresentada em 2 ou 3 segundos), Moulin Rouge! resulta na medida em que toda a sua excessividade se adequa que nem uma luva à sua história bigger than life

 
A caracterização das personagens secundárias, cada uma mais excêntrica que a outra servem também o propósito de auxiliar o desenrolar do romance que Christian (Ewan McGregor) e Satine vivem – e aqui, Jim Broadbent no papel de Harold Zidler é Rei.

Tendo dito tudo isto, o charme deste filme advém, em grande parte, da química partilhada pelos dois actores principais. McGregor e Kidman emanam uma certa inocência reminiscente das grandes estrelas de cinema de outrora, e mergulham de tal forma na identidade das suas personagens que conseguem trazer uma grande credibilidade a quem são, ao que sentem e à sua relação. Um par extremamente carismático. 

Com Paris como pano de fundo, Moulin Rouge! surge como um verdadeiro, opulento, ambicioso e arrojado festim para os sentidos dando lugar ao nascimento de um dos mais marcantes romances dos últimos anos. Spectacular, Spectacular.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Looking Back At 1997

#5
Good Will Hunting
Dir. Gus Van Sant

#4
Cube
Dir. Vicenzo Natali

#3
L.A. Confidential
Dir. Curtis Henson

#2
Boogie Nights
Dir. Paul Thomas Anderson

#1
Shin seiki Evangelion Gekijô-ban: Air/Magokoro wo, kimi ni  [The End of Evangelion]
Dirs. Hideaki Anno & Kazuya Tsurumaki

domingo, 25 de setembro de 2011

Thor (2011, Branagh)


 
Foram vários os pensamentos que me passaram pela cabeça aquando da nomeação de Kenneth Branagh para realizador do filme Thor. Tendo dirigido filmes como Much Ado About Nothing (1993) e Hamlet (1996) posso dizer que fiquei surpreendido por vê-lo a abraçar um projecto que se afasta do seu habitual registo.

Thor surge, então, como sendo apenas mais um filme no meio desta vaga de adaptações de bandas-desenhadas de super-heróis ao grande ecrã e pouco distingue-se dos demais. Nesse sentido, só consigo estar relativamente desiludido pelo facto de Branagh não ter conseguido trazer algo de novo para cima da mesa.


Thor (Chirs Hemsworth) é banido de Asgard, pelo seu pai Odin (Anthony Hopkins) por ter reacendido e incitado uma guerra com um outro reino. Assim, ele é enviado para a Terra, you know, para reflectir sobre o que fez, para amadurecer, para encontrar o seu próprio caminho para se tornar num ser melhor, enfim, para aprender a não ser mimado. Aqui ele conhece Jane (Natalie Portman) e o resto é história. Loki (Tom Hiddleston), irmão de Thor, ascende (ainda que temporariamente) ao trono de Asgard após Odin não ser capaz de continuar a desempenhar as suas funções. No meio de revelações, Loki desenvolve o seu plano para eliminar os Frost Giants e assim garantir de uma vez por toda a harmonia e paz entre os dois reinos – ou assim pensa ele.

À semelhança de outros blockbusters, o argumento peca pela sua falta de desenvolvimento – quer das suas próprias personagens, quer da própria narrativa. Será esta exposição de eventos suficiente para conseguir definir incisivamente os motivos das personagens? Será que tudo o que é retratado no filme suficiente para definir as relações existentes entre as diversas figuras presentes na acção? Acho que não. É tudo muito superficialmente abordado, o que deixa margem para muitos “mas?” e muitos “porquês?”.


Contudo, os efeitos especiais e a fotografia são bastante sólidos e pouco mais tenho a acrescentar no que concerne aos aspectos técnicos do filme. Na frente das interpretações, Chris Hemsworth é portador de algum carisma, pelo que consegue prender a audiência à sua personagem – apesar de a mesma ser muito pouco desenvolvida – e o Anthony Hopkins já teve melhores dias. Quanto à Natalie Portman? É interessante ver como uma actriz consegue ir de um Cisne Negro para isto num tão curto espaço de tempo.

Resumindo, é o Thor um desperdício de 2 horas? Não, necessariamente. É um filme memorável? Longe disso. É um filme que entretem? Diria que sim. 


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...